quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
...
Espero que tenhas mandado vir o Sol, pintado os prédios com cores alegres e enfeitado as ruas da cidade. Se estiver frio, põe o o chá ao lume, que estou a chegar...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
My way to say goodbye...
P.S.-Not exactly saving the planet, just trying to make it a bit better each day [and definitely NOT thinking of marriage]
sábado, 31 de janeiro de 2009
Fé
Não é todos os dias que se assiste ao nascimento de um mito. Neste, eu estava lá.
Janeiro de 2005, Luz. A oito minutos dos 90 este Palanca Negra «Gigante» entrou em campo. O resultado era de 3-0 para o Benfica. Mas o regresso de Pedro Mantorras à competição foi mais saudado que os golos de Simão e Nuno Gomes (2). Mantorras fez o 4-0 final. A dor daquele joelho transformou-se numa alegria contagiante, de ir às lágrimas. Já vi golos de «levantar bancadas», mesmo que isso seja impossível. Mas jamais tinha visto um só homem ter tanta esperança em si mesmo e fazer milhares acreditarem que tudo é possível.
Mantorras não pode jogar à bola, o joelho não deixa. Mas Pedro tem fé e nos instantes que lhe dão para fazer o que mais gosta aproveita como ninguém. É um fenómeno, um amor incompreensível entre o povo e o angolano e o angolano e o golo. Até mesmo a mulher mais desatenta do pontapé na bola o reconhece. Mais do que tudo, Mantorras é uma lição de vida.
p.s.-obrigado pelo golo ao Rio Ave ;)
Janeiro de 2005, Luz. A oito minutos dos 90 este Palanca Negra «Gigante» entrou em campo. O resultado era de 3-0 para o Benfica. Mas o regresso de Pedro Mantorras à competição foi mais saudado que os golos de Simão e Nuno Gomes (2). Mantorras fez o 4-0 final. A dor daquele joelho transformou-se numa alegria contagiante, de ir às lágrimas. Já vi golos de «levantar bancadas», mesmo que isso seja impossível. Mas jamais tinha visto um só homem ter tanta esperança em si mesmo e fazer milhares acreditarem que tudo é possível.
Mantorras não pode jogar à bola, o joelho não deixa. Mas Pedro tem fé e nos instantes que lhe dão para fazer o que mais gosta aproveita como ninguém. É um fenómeno, um amor incompreensível entre o povo e o angolano e o angolano e o golo. Até mesmo a mulher mais desatenta do pontapé na bola o reconhece. Mais do que tudo, Mantorras é uma lição de vida.
p.s.-obrigado pelo golo ao Rio Ave ;)
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
A noite passada
Encontrei isto porque ela postou. Mas como tem um significado MUITO especial para mim resolvi copiar e colar :)
p.s.- também sei que vos diz muito, eh eh eh
p.s.- também sei que vos diz muito, eh eh eh
Rain
I wonder how english people fall in love if they have rain all year. Gosh, I hate this weather.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Love actually...
Yesterday, I said to someone: «Love can be celebrated on any given day.» So I got these from the internet:
X,
«I wish there was some romantic, beautiful, and secret way to tell you that I love you, but there is only this: I love you with all my feet.»
— K
A,
«Can we replay last night, every night? I want to keep you on repeat.»
— C
T,
«You sat next to me in second grade. And fifth. And sixth. And in three classes in seventh. And we had English together in ninth. And tenth.
And you sit next to me in two classes now.
So how much different could dating be?»
— anonymous
J,
«I’m thankful to be your friend. But my talents are better used as your boyfriend.»
— D
T,
«I was so distracted thinking about you this morning that I accidentally brushed my teeth with face wash. It was worth it.»
— K
carol,
«i’ve got this ridiculous crush on you, and i’m falling in love, and i feel totally silly - sillier than i’ve ever felt in the twenty years we’ve been married.»
— ken
and a song, of course:
X,
«I wish there was some romantic, beautiful, and secret way to tell you that I love you, but there is only this: I love you with all my feet.»
— K
A,
«Can we replay last night, every night? I want to keep you on repeat.»
— C
T,
«You sat next to me in second grade. And fifth. And sixth. And in three classes in seventh. And we had English together in ninth. And tenth.
And you sit next to me in two classes now.
So how much different could dating be?»
— anonymous
J,
«I’m thankful to be your friend. But my talents are better used as your boyfriend.»
— D
T,
«I was so distracted thinking about you this morning that I accidentally brushed my teeth with face wash. It was worth it.»
— K
carol,
«i’ve got this ridiculous crush on you, and i’m falling in love, and i feel totally silly - sillier than i’ve ever felt in the twenty years we’ve been married.»
— ken
and a song, of course:
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Back in those days
Naqueles tempos éramos apenas uns tipos fixes.
Calças rotas, camisas de flanela, o «Yellow Ledbetter» cantado todas as noites, mesmo que cada um de nós tivesse a sua própria versão da letra. Cabelos compridos, claro, coisa intrínseca dos 90's.
Cigarros atrás dos pavilhões, bagaços matinais e cadernos pretos, como a maioria da roupa.
Éramos uns tipos fixes, pelo menos assim o entendíamos pela quantidade de miúdas à volta. Não lhes ligavámos muito, apenas durante uma hora ou assim. Claro que gostávamos delas, mas era cada um para seu lado e nada de dizer que se estava apaixonado. Isso ficava para o papel e para as cordas das guitarras.
Depois, lá íamos até ao nosso local (nunca fomos uma banda de garagem, fomos uma banda de adega), festejar a vida, vivê-la de modo romântico, ainda que tudo fizéssemos para parecer uns gajos duros. (Tão duros que um de nós atirou-se de um palco, partiu os dois braços e no dia seguinte estava lá em cima outra vez...)
Não havia telemóveis, ninguém sabia muito bem por onde andavam os outros. Mas tínhamos sempre maneira de encontrarmo-nos.
Nessa altura fui muito dado à escrita, à composição. Nos últimos tempos (anos) perdi-as. E voltei a ganhá-las. Alguém as devolveu, recentemente.
Aquele foi tempo de aventura, muita estupidez também, e de muitas boleias arriscadas, fossem de 20 km ou mesmo 200.
Hoje, cansado de esperar por coisas que não voltam, sento-me à beira da estrada e estico o polegar. Não sei em que carro vou entrar ou onde vou parar, mas levo o Moleskine comigo...just in case
Calças rotas, camisas de flanela, o «Yellow Ledbetter» cantado todas as noites, mesmo que cada um de nós tivesse a sua própria versão da letra. Cabelos compridos, claro, coisa intrínseca dos 90's.
Cigarros atrás dos pavilhões, bagaços matinais e cadernos pretos, como a maioria da roupa.
Éramos uns tipos fixes, pelo menos assim o entendíamos pela quantidade de miúdas à volta. Não lhes ligavámos muito, apenas durante uma hora ou assim. Claro que gostávamos delas, mas era cada um para seu lado e nada de dizer que se estava apaixonado. Isso ficava para o papel e para as cordas das guitarras.
Depois, lá íamos até ao nosso local (nunca fomos uma banda de garagem, fomos uma banda de adega), festejar a vida, vivê-la de modo romântico, ainda que tudo fizéssemos para parecer uns gajos duros. (Tão duros que um de nós atirou-se de um palco, partiu os dois braços e no dia seguinte estava lá em cima outra vez...)
Não havia telemóveis, ninguém sabia muito bem por onde andavam os outros. Mas tínhamos sempre maneira de encontrarmo-nos.
Nessa altura fui muito dado à escrita, à composição. Nos últimos tempos (anos) perdi-as. E voltei a ganhá-las. Alguém as devolveu, recentemente.
Aquele foi tempo de aventura, muita estupidez também, e de muitas boleias arriscadas, fossem de 20 km ou mesmo 200.
Hoje, cansado de esperar por coisas que não voltam, sento-me à beira da estrada e estico o polegar. Não sei em que carro vou entrar ou onde vou parar, mas levo o Moleskine comigo...just in case
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